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      Trichonephila clavipes - Golden Silk Orbweaver / Banana Spider / Aranha-de-Teia-Amarela (Linnaeus, 1767)

      30 Aug 2018

      Foto antiga de celular, pode conter erros gráficos. O NOME CIENTÍFICO MUDOU! ( https://drive.google.com/open?... )

      Arachnida: Araneae: Opisthothelae: Araneomorphae: Araneoidea: Nephilidae

      Trichonephila clavipes é uma aranha da classe Arachnida, ordem Araneae, subordem Opisthothelae, infraordem Araneomorphae, superfamília Araneoidea e família Nephilidae.

      O abdome de Trichonephila clavipes é escuro com muitas pontuações brancas irregularmente padronizadas, dando a este um visual mais claro. As fêmeas podem atingir de 24 a 76mm (necessita de confirmação) de comprimento, enquanto os machos medem cerca de 8mm, menos, ou menos comumente, 25mm (necessita de confirmação. O corpo é maior que a largura com uma envergadura de pernas de cerca de 152mm. Disposição ocular de 4 por 4. Olhos póstero-medianos possuem um tapetum. Corpo cilíndrico.

      As pernas são listradas e alternam entre partes mais escuras e vermelho-alaranjadas, com tufos de pelos ("gaiters") nos segmentos tibiais 1, 2 e 4, se curvando para baixo na ponta. Tipicamente, os machos são aranhas marrom-escuras e magras. As fêmeas fazem pelo menos duas grandes ootecas de 25 a 30mm de diâmetro consistindo de muitas centenas de ovos. As ootecas são englobadas por seda amarela encaracolada. Durante sua temporada de acasalamento, os machos buscarão fêmeas e subirão na teia. Os machos desafiam uns aos outros por uma posição mais próxima à fêmea, o maior tornando-se seu parceiro. Os machos menores vão para as bordas da teia. Os parceiros ganham uma vantagem quase exclusiva no acasalamento por poderem se alimentar de presas capturadas pela teia da fêmea. Os machos nas bordas podem tentar acasalar com a fêmea mas raramente o fazem. Ocasionalmente, a fêmea comerá os machos.

      São tecelãs orbiculares aéreas cujas teias demonstram uma coloração amarela / dourada que as confere o nome popular. As teias podem atingir mais que 900mm de diâmetro (ou comprimento?) ao nível do olho ou acima de florestas e manguezais. Teias tecidas foram supostamente registradas medindo um recorde de 4 metros em diâmetro (ou comprimento?). As teias orbiculares tecidas entre galhos nas árvores são cuidadosamente esculpidas em fortes fios de seda dourados que são cruzados e reforçados no centro em um formato de zig-zag ("stabilimenta"), em uma altura onde insetos costumam virar presas. As teias são simétricas com uma órbita assimétrica próxima ao topo onde a aranha fica. A teia orbicular é tecida tão fortemente que até pequenos pássaros podem virar presas, algo que não é tão incomum. Na verdade, a seda é tão pegajosa que são reconhecidas por sua incrível resistência. Presas incluem Diptera, Hymenoptera, Lepidoptera, Coleoptera, Odonata e ocasionalmente, como anteriormente mencionado, pequenos pássaros. As teias são estruturas semi-permanentes, o que significa que não são destruídas e re-criadas periodicamente como outros membros de Araneae. Geralmente reparam estruturas danificadas das teias.

      Como a maioria das aranhas, são venenosas mas o veneno é fraco e não é uma ameaça aos humanos, a menos que sejam alérgicos à toxina. De outra forma, são inofensivas e só morderão se manuseadas ou espremidas. A mordida confere um simples inchaço, vermelhidão e dor localizada. A mordida é, teoricamente, menos perigosa que uma picada de abelha. São amplamente distribuídas na Austrália, Ásia, África, Argentina, Madagascar, América do Sul e América do Norte ao Sul dos Estados Unidos. No Brasil podem ser vistas em uma ampla variedade de habitats como a Mata Atlântica, bordas florestais e florestas densas.

      Trichonephila clavipes são normalmente encontradas em bananeiras. Vivem sob clima quentes; isto as fez desenvolver estruturas para prevenir o superaquecimento. Tais estruturas incluem uma carapaça prateada que reflete a luz solar, enquanto o corpo cilíndrico, longo e apontado diretamente contra o Sol reduz a área de exposição deste. Elas também podem forçar resfriamento evaporativo ao derramar um fluido pelas quelíceras; geralmente, isto é feito quando as temperaturas são maiores que 35°C (Krakauer, 1972). Teias são tecidas independente da posição do Sol com o alvo de capturar o máximo de presas possíveis. Seus movimentos de orientação podem ser complexos (Robinson and Robinson, 1974). Não são agressivas e raramente deixam as teias. Mudam de cor ao envelhecerem. Na foto podemos ver uma fêmea adulta e um macho adulto por trás.

      A seda no centro da teia possui gotas oleosas que contém vesículas para prender por dentro soluções peptídicas e proteicas, tal como muitos compostos de baixa densidade molecular. As gotas contém toxinas, ácidos graxos saturados e até mesmo alcaloides. É especulado que esses ácidos graxos saturados ajudam a desestabilizar as cutículas do inseto e permitem a difusão das toxinas no interior do corpo. Este estudo prova que suas teias não são puramente para captura mecânica de presas. Aparentemente, alcaloides repelentes de alguns predadores são vistos em algumas teias, tal como toxinas de insetos em outras. As glândulas de teia destas aranhas, específicamente a glândula agregada, pode sintetizar e depositar sobre a seda toxinas importantes que são comuns às de alguns animais, colocando-as na cadeia alimentar em um patamar acima de algumas aranhas quando comparadas.

      ( https://repositorio.unesp.br/b... )

      De acordo com o seguinte estudo, podem se adaptar em teias abandonadas pertencentes a outras aranhas:

      "Os experimentos mostraram que ambas as aranhas residentes e introduzidas permaneceram nas teias em que foram colocadas. Fêmeas residentes demonstraram que, quando eram maiores, possuíam uma vantagem na disputa contra a espécie invasiva (introduzidas), mesmo que não fossem notadas vantagens significativas quando os indivíduos invasivos (introduzidos) possuíam o mesmo tamanho ou eram maiores. A residente investia mais na manutenção da teia do que a invasiva (introduzida), conduzindo comportamentos agonistas e retornando mais comumente às teias após combates. Não houve intolerância entre indivíduos nos fios de suporte, indicando que a formação de agregações pode ser relacionado à tolerância dos indivíduos na aceitação da presença de coespecíficos de áreas próximas." - ( https://repositorio.ufjf.br/js... )

      Outras fontes:

      ( http://www.ninha.bio.br/biolog... )

      ( http://faunaefloradorn.blogspo... )

      ( https://www.achetudoeregiao.co... )

      ( http://professora-mel.blogspot... )

      ( http://entnemdept.ufl.edu/crea... )

      ( https://bugguide.net/node/view... )

      ( https://pt.wikipedia.org/wiki/... )

      ( https://en.wikipedia.org/wiki/... )

      ( http://eol.org/pages/1193392/o... )

      Data: 4 de Março, 2017 às 18:13:15
      Local: Santa Catarina, Benedito Novo (Lat: -26.77, Long: -49.36)

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